{"id":6507,"date":"2016-09-14T12:29:11","date_gmt":"2016-09-14T15:29:11","guid":{"rendered":"https:\/\/www.tjes.jus.br\/corregedoria\/?p=6507"},"modified":"2016-09-14T15:46:58","modified_gmt":"2016-09-14T18:46:58","slug":"resolucao-cnj-no-239-de-06092016","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.tjes.jus.br\/corregedoria\/2016\/09\/14\/resolucao-cnj-no-239-de-06092016\/","title":{"rendered":"Resolu\u00e7\u00e3o CNJ n\u00ba 239 de 06\/09\/2016"},"content":{"rendered":"<p><strong>Ementa:<\/strong> Disp\u00f5e sobre a Pol\u00edtica Nacional de Seguran\u00e7a do Poder Judici\u00e1rio.<\/p>\n<p><strong>Origem:<\/strong> Presid\u00eancia<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>O PRESIDENTE DO CONSELHO NACIONAL DE JUSTI\u00c7A (CNJ)<\/strong>, no uso de suas atribui\u00e7\u00f5es constitucionais e regimentais,<\/p>\n<p><strong>CONSIDERANDO<\/strong> que a seguran\u00e7a institucional \u00e9 condi\u00e7\u00e3o imprescind\u00edvel ao cumprimento da miss\u00e3o do Poder Judici\u00e1rio, de realizar a justi\u00e7a por meio de uma efetiva presta\u00e7\u00e3o jurisdicional, e para garantir a sua independ\u00eancia;<\/p>\n<p><strong>CONSIDERANDO<\/strong> que o Brasil \u00e9 signat\u00e1rio de protocolo de seguran\u00e7a aprovado durante a 64\u00aa Assembleia da Federa\u00e7\u00e3o Latino-Americana de Magistrados (FLAM), que prop\u00f5e a cria\u00e7\u00e3o, a reorganiza\u00e7\u00e3o e o fortalecimento dos \u00f3rg\u00e3os encarregados da prote\u00e7\u00e3o e seguran\u00e7a de magistrados e de seus familiares;<\/p>\n<p><strong>CONSIDERANDO<\/strong> que compete aos \u00f3rg\u00e3os do Poder Judici\u00e1rio promover a seguran\u00e7a dos magistrados, servidores e visitantes, bem como das \u00e1reas e instala\u00e7\u00f5es de suas unidades judici\u00e1rias;<\/p>\n<p><strong>CONSIDERANDO<\/strong> que as <a href=\"https:\/\/www.tjes.jus.br\/corregedoria\/index.php\/2016\/09\/14\/resolucao-cnj-no-104-de-06042010\/\" target=\"_blank\" rel=\"alternate\">Resolu\u00e7\u00f5es CNJ 104, de 6 de abril de 2010<\/a>\u00a0e <a href=\"https:\/\/www.tjes.jus.br\/corregedoria\/index.php\/2016\/09\/14\/resolucao-cnj-no-176-de-10062013\/\" target=\"_blank\" rel=\"alternate\">176, de 10 de junho de 2013<\/a>, determinam a elabora\u00e7\u00e3o de normas relativas \u00e0 seguran\u00e7a institucional no Poder Judici\u00e1rio;<\/p>\n<p><strong>CONSIDERANDO<\/strong> que a padroniza\u00e7\u00e3o de procedimentos referentes \u00e0 seguran\u00e7a institucional colabora para a preven\u00e7\u00e3o de amea\u00e7as contra \u00f3rg\u00e3os do Poder Judici\u00e1rio Nacional;<\/p>\n<p><strong>CONSIDERANDO<\/strong> que compete ao Conselho Nacional de Justi\u00e7a, por meio do Comit\u00ea Gestor previsto no <a href=\"https:\/\/www.tjes.jus.br\/corregedoria\/index.php\/2016\/09\/14\/resolucao-cnj-no-176-de-10062013\/\" target=\"_blank\" rel=\"alternate\">art. 2\u00ba da Resolu\u00e7\u00e3o CNJ 176, de 10 de junho de 2013<\/a>, definir a Pol\u00edtica Nacional de Seguran\u00e7a do Poder Judici\u00e1rio, por meio de diretrizes, medidas, protocolos e rotinas de seguran\u00e7a org\u00e2nica, institucional e da informa\u00e7\u00e3o;<\/p>\n<p><strong>CONSIDERANDO<\/strong> o decidido pelo Plen\u00e1rio do CNJ nos autos do Procedimento de Controle Administrativo 0005286-37.2010.2.00.000, no sentido de que cumpre ao pr\u00f3prio Poder Judici\u00e1rio exercer o poder de pol\u00edcia dentro de suas instala\u00e7\u00f5es;<\/p>\n<p><strong>CONSIDERANDO<\/strong> a delibera\u00e7\u00e3o do Plen\u00e1rio do CNJ no Ato Normativo 0004450-54.2016.2.00.0000, na 18\u00aa Sess\u00e3o Virtual, realizada em 30 de agosto de 2016;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>RESOLVE:<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Art. 1\u00ba Instituir a Pol\u00edtica Nacional de Seguran\u00e7a do Poder Judici\u00e1rio, regida por princ\u00edpios e constitu\u00edda pelas diretrizes estabelecidas nesta Resolu\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>\u00a7 1\u00ba O Sistema Nacional de Seguran\u00e7a do Poder Judici\u00e1rio (SINASPJ), o Departamento de Seguran\u00e7a Institucional do Poder Judici\u00e1rio (DSIPJ), as Comiss\u00f5es de Seguran\u00e7a Permanente e as unidades de seguran\u00e7a institucional dos tribunais ser\u00e3o orientados por esta Pol\u00edtica.<\/p>\n<p>\u00a7 2\u00ba A Pol\u00edtica abrange a seguran\u00e7a pessoal dos magistrados e dos respectivos familiares em situa\u00e7\u00e3o de risco, a seguran\u00e7a de servidores e dos cidad\u00e3os que transitam nos \u00f3rg\u00e3os da Justi\u00e7a, a seguran\u00e7a da informa\u00e7\u00e3o e a seguran\u00e7a patrimonial e de instala\u00e7\u00f5es do Poder Judici\u00e1rio.<\/p>\n<p>Art. 2\u00ba A Seguran\u00e7a Institucional do Poder Judici\u00e1rio tem como miss\u00e3o promover as condi\u00e7\u00f5es prec\u00edpuas de seguran\u00e7a a fim de possibilitar aos magistrados e servidores da Justi\u00e7a o pleno exerc\u00edcio de suas atribui\u00e7\u00f5es, e disponibilizar \u00e0 sociedade brasileira uma efetiva presta\u00e7\u00e3o jurisdicional.<\/p>\n<p>Art. 3\u00ba A Pol\u00edtica Nacional de Seguran\u00e7a rege-se pelos seguintes princ\u00edpios:<\/p>\n<p>I \u2013 preserva\u00e7\u00e3o da vida e garantia dos direitos humanos;<\/p>\n<p>II \u2013 autonomia e independ\u00eancia do Poder Judici\u00e1rio;<\/p>\n<p>III \u2013 efetividade da presta\u00e7\u00e3o jurisdicional e garantia dos atos judiciais;<\/p>\n<p>IV \u2013 prote\u00e7\u00e3o dos ativos do Poder Judici\u00e1rio.<\/p>\n<p>Art. 4\u00ba S\u00e3o diretrizes da Pol\u00edtica Nacional de Seguran\u00e7a do Poder Judici\u00e1rio:<\/p>\n<p>I \u2013 fortalecer a atua\u00e7\u00e3o do CNJ na governan\u00e7a das a\u00e7\u00f5es de seguran\u00e7a institucional do Poder Judici\u00e1rio, por meio da identifica\u00e7\u00e3o, avalia\u00e7\u00e3o, acompanhamento e tratamento de quest\u00f5es que lhe s\u00e3o afetas;<\/p>\n<p>II \u2013 buscar permanentemente a qualidade e a efetividade da seguran\u00e7a institucional do Poder Judici\u00e1rio;<\/p>\n<p>III \u2013 incentivar a integra\u00e7\u00e3o das unidades de seguran\u00e7a institucional e o compartilhamento de boas pr\u00e1ticas nesse dom\u00ednio entre os \u00f3rg\u00e3os do Poder Judici\u00e1rio, e ainda com outras institui\u00e7\u00f5es de seguran\u00e7a p\u00fablica;<\/p>\n<p>IV \u2013 orientar a elabora\u00e7\u00e3o de atos normativos que promovam a moderniza\u00e7\u00e3o da seguran\u00e7a institucional do Poder Judici\u00e1rio.<\/p>\n<p>Art. 5\u00ba O Comit\u00ea Gestor do Sistema Nacional de Seguran\u00e7a do Poder Judici\u00e1rio, mediante assessoramento do Departamento de Seguran\u00e7a Institucional do Poder Judici\u00e1rio, definir\u00e1 os protocolos, as medidas e as rotinas de seguran\u00e7a que comp\u00f5em esta Pol\u00edtica Nacional de Seguran\u00e7a, com os seguintes objetivos:<\/p>\n<p>I \u2013 identificar, referendar e difundir boas pr\u00e1ticas em seguran\u00e7a institucional, provendo aos \u00f3rg\u00e3os do Poder Judici\u00e1rio orienta\u00e7\u00f5es para a sua implementa\u00e7\u00e3o;<\/p>\n<p>II \u2013 definir metodologia de gest\u00e3o de riscos espec\u00edfica para o Poder Judici\u00e1rio;<\/p>\n<p>III \u2013 definir metodologia para a produ\u00e7\u00e3o de conhecimentos de intelig\u00eancia no \u00e2mbito da Seguran\u00e7a Institucional do Poder Judici\u00e1rio;<\/p>\n<p>IV \u2013 orientar a defini\u00e7\u00e3o das compet\u00eancias e atribui\u00e7\u00f5es dos profissionais de seguran\u00e7a que atuam no Poder Judici\u00e1rio;<\/p>\n<p>V \u2013 orientar a defini\u00e7\u00e3o da grade curricular para os cursos de forma\u00e7\u00e3o e de capacita\u00e7\u00e3o em Seguran\u00e7a Institucional do Poder Judici\u00e1rio.<\/p>\n<p>\u00a7 1\u00ba Entende-se por atividade de intelig\u00eancia do Poder Judici\u00e1rio o exerc\u00edcio permanente e sistem\u00e1tico de a\u00e7\u00f5es especializadas para identificar, avaliar e acompanhar amea\u00e7as reais ou potenciais aos ativos do Poder Judici\u00e1rio, orientadas para a produ\u00e7\u00e3o e salvaguarda de conhecimentos necess\u00e1rios ao processo decis\u00f3rio no \u00e2mbito da Seguran\u00e7a Institucional do Poder Judici\u00e1rio.<\/p>\n<p>\u00a7 2\u00ba Os protocolos, medidas e rotinas de seguran\u00e7a ser\u00e3o difundidos em normas e manuais de refer\u00eancia t\u00e9cnica, e ser\u00e3o, sempre que necess\u00e1rio, reavaliados conforme a din\u00e2mica dos fatos e o contexto institucional.<\/p>\n<p>Art. 6\u00ba Os \u00f3rg\u00e3os que constituem o SINASPJ atuar\u00e3o em conjunto para a implementa\u00e7\u00e3o da Pol\u00edtica Nacional de Seguran\u00e7a Institucional.<\/p>\n<p>Art. 7\u00ba Esta Resolu\u00e7\u00e3o entra em vigor na data de sua publica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">Ministro <strong>RICARDO LEWANDOWSKI<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ementa: Disp\u00f5e sobre a Pol\u00edtica Nacional de Seguran\u00e7a do Poder Judici\u00e1rio. 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