O “Cria das Letras” incentiva a prática da leitura e da escrita entre jovens internados, promovendo o acesso à cultura como ferramenta de transformação social.
O Clube de Leitura “Cria das Letras” é um projeto voltado para jovens que cumprem medida socioeducativa de internação, com objetivo de estimular novas perspectivas de futuro, criatividade e senso crítico através da leitura, da escrita e do acesso à cultura.
Através do acesso à cultura e à educação dentro do sistema socioeducativo, o projeto contribui para a construção de um espaço de escuta, diálogo e expressão da identidade. Além disso, o desenvolvimento de habilidades como mediação de conflitos, comunicação, convivência coletiva e elaboração de projetos de vida também é incentivado.
O Tribunal de Justiça do Espírito Santo (TJES) é um dos poucos órgãos estaduais a ampliar o acesso de adolescentes privados de liberdade à literatura e às práticas culturais através do projeto “Cria das Letras”. Em fevereiro de 2026, a primeira atividade aconteceu na Unidade Socioeducativa de Cachoeiro de Itapemirim (UNIS Sul), com clubes de leitura, rodas de conversa, oficinas e atividades de produção textual.
O diretor do Fórum da Comarca de Piúma, juíz de Direito Diego Ramirez Grigio Silva, destaca que o Judiciário capixaba atua assegurando os direitos fundamentais no sistema socioeducativo:
“O Poder Judiciário capixaba acompanha e incentiva ações voltadas à garantia de direitos fundamentais no sistema socioeducativo, reconhecendo a leitura e a educação como instrumentos essenciais para o desenvolvimento humano, fortalecimento da cidadania e construção de novas oportunidades para jovens em cumprimento de medida socioeducativa”.
A iniciativa é promovida pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), por meio do Programa Fazendo Justiça, e realizada em parceria com o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud) e o grupo Companhia das Letras.
Entre as obras selecionadas para o projeto estão: “A Revolução dos Bichos”, de George Orwell; “O Senhor das Moscas”, de William Golding; “Nausicaä do Vale do Vento”, de Hayao Miyazaki; “Azul Haiti”, de Paty Wolff; “Cartas para Minha Avó”, de Djamila Ribeiro; e “A Pele em Flor”, de Vinícius Neves Mariano.
Vitória, 14 de maio de 2026








