Nos círculos de diálogo, jovens falam sobre suas emoções, conflitos, sonhos e aprendem a respeitar uns aos outros.
O Programa “Justiça Restaurativa” do Tribunal de Justiça do Espírito Santo vem promovendo a pacificação em diversas escolas públicas de Vila Velha. Círculos de diálogo entre alunos ajudam a solucionar conflitos e disseminar o respeito e a compreensão. As práticas restaurativas nas escolas são previstas pela Lei Municipal n° 6.132/2019.
Juntas, as equipes do Núcleo de Justiça Restaurativa do TJES (Nugjur) e da Universidade Aberta do Brasil – Pólo de Vila Velha, realizam círculos com jovens líderes de turmas, onde aprendem a ouvir, se comunicar de forma positiva e expressar suas emoções. Além dos conflitos vividos em sala de aula, eles conversam sobre temas como bullying, automutilação, violências domésticas e virtuais.
“Os diálogos garantem que os alunos possam falar de suas dores, de seus sonhos, do que desejam pra vida. E isso é lugar da Justiça”, explica Jaklane Almeida, servidora do Nugjur.
“Através desse círculo potente, cada um tem o direito de falar da sua própria história de vida e ser ouvido sem julgamento. Isso é simplesmente restaurador”, celebra a coordenadora do Pólo UAB, Andréa Toniato da Silva.
Nas escolas, eles se tornam multiplicadores. Os mais velhos disseminama cultura de paz entre os pequenos. “Pras nossas crianças é uma grande ferramenta para que se conheçam melhor em suas difculdades, nas barreiras que atravessam. É benéfico tanto para eles quanto para as escolas”, conta a diretora escolar Maria de Lourdes Lopes.
“Paz para mim é um ambiente, seja na escola ou na família, em que ninguém está se julgando, que até a energia ruim some e só fica a sensação de felicidade”. Joana da Silva Matos, aluna.
Como tudo começou
O programa Justiça Restaurativa do TJES nasceu foi idealizado e desenvolvido pela juíza Patrícia Neves, em 2016, na 1° Vara da Infância e Juventude de Vila Velha. Na época, representantes das forças de segurança, líderes de bairros, professores e alunos participaram de cursos de formação em mediação e círculos de construção de paz. O projeto piloto foi implantado em três escolas de Vila Velha. Os resultados positivos levaram a Câmara Municipal de Vila Velha a sancionar a Lei n° 6.132/2019, que prevê a difusão de práticas restaurativas e pacificação de conflitos.
Texto e vídeo: Tais Valle








