A iniciativa surgiu a partir de um diálogo sobre a criação de uma obra que pudesse integrar o ambiente do Fórum.
O Fórum Desembargador Antônio José Miguel Feu Rosa, na Serra, recebeu, nesta sexta-feira (4), uma obra de arte produzida pelo artista plástico Jhonatta Luiz da Silva, que também atuou como jurado na unidade. A peça, que retrata a Deusa da Justiça, foi instalada no salão do Tribunal do Júri.
A iniciativa surgiu a partir de um diálogo entre Jhonatta e a juíza de Direito Lívia Regina Savergnini Bissoli Lage, que atua na 3ª Vara Criminal – Tribunal do Júri da Comarca da Serra. Ao conhecer o trabalho do artista, a magistrada sugeriu a criação de uma obra da Deusa da Justiça para o salão do júri. Jhonatta acolheu a ideia e passou a desenvolver rascunhos, compartilhando com a juíza as etapas de criação e levando em consideração também as características do espaço onde a peça seria instalada.
Professor da rede municipal da Serra, Jhonatta explicou que o trabalho foi desenvolvido buscando uma obra que dialogasse com o ambiente do Fórum.
“Eu trabalho com arte e sou professor aqui da Prefeitura da Serra. Fui dialogando a respeito de algo que ficaria legal no ambiente e que combinaria com a estética do lugar. Depois de olhar várias imagens, chegamos a esse produto final, que ficou bem legal. Hoje estou entregando esse projeto e espero que todo mundo goste”, contou o artista.
A juíza de Direito destacou o significado da iniciativa e a contribuição da arte para tornar mais humano o ambiente onde são realizados os julgamentos.
“A atuação no Tribunal do Júri nos coloca em contato constante com a tragédia. Por isso, ter uma obra de arte no nosso salão do júri é importante para trazer um pouco mais de humanidade a um ambiente marcado por conflitos. Essa doação tem um significado especial porque partiu de um jurado da nossa unidade. Além de exercer o seu dever de cidadão compondo o Conselho de Sentença, ele contribuiu com o seu talento como artista plástico para o Tribunal do Júri”, afirmou a magistrada.
A obra foi instalada próxima ao espaço destinado aos jurados. Segundo a juíza, a escolha do local também possui um significado simbólico. “Instalamos o quadro da Deusa da Justiça próximo ao local onde os jurados tomam assento, justamente para que a obra sirva de referência e inspiração para aqueles que têm a difícil missão de julgar seus pares”, completou.
Vitória, 4 de setembro de 2026










