Série de curtas-metragens do CNJ reúne profissionais de 17 tribunais brasileiros e usuários do sistema de Justiça para falar sobre o trabalho de cuidado

O projeto “Precisamos Falar de Cuidados” retrata as consequências desse trabalho no cotidiano dos cuidadores.

O Grupo de Trabalho de Cuidados do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), com o apoio do Programa Justiça Plural, lançou, no dia 25 de maio, durante o Circuito de Cuidados em Brasília, a série de vídeos “Precisamos Falar de Cuidados”. A iniciativa integra as ações relacionadas à elaboração da Política de Cuidados do Poder Judiciário, cujo o Tribunal de Justiça do Espírito Santo (TJES) é apoiador.

O trabalho de cuidado refere-se às atividades, remuneradas ou não, realizadas dentro ou fora de casa, voltadas a atender necessidades humanas básicas. Essas atividades incluem o cuidado de crianças, pessoas idosas, com deficiência ou enfermas, bem como o preparo de alimentos, a administração de medicamentos e a realização de atividades de higiene.

Formada por um curta-metragem de 22 minutos e dez pílulas que possuem entre 1 minuto a 1 minuto e meio de duração, a série contém relatos de profissionais de 17 tribunais brasileiros e de usuários do sistema de Justiça, proporcionando uma reflexão sobre a distribuição desigual dessa responsabilidade na sociedade.

Os depoimentos foram coletados entre o final de 2025 e o início de 2026, com objetivo promover um debate sobre as repercussões do trabalho de cuidado na vida, nas relações familiares, profissionais e institucionais das pessoas.

A série “Precisamos Falar de Cuidados” está disponível no Youtube e pode ser acessada através do link: https://www.youtube.com/watch?v=NHqs9rn8No0.

Política de Cuidados do Poder Judiciário

A elaboração da Política de Cuidados do Poder Judiciário, instituída pela Portaria CNJ n° 379/2025, é uma extensão da Política Nacional de Cuidados, originária da Lei N° 15.069/2024.

A política, que encontra-se atualmente em fase de estruturação, reconhece, redistribui e valoriza o trabalho de cuidado no Brasil, buscando maior equidade entre diferentes grupos sociais.

Ela propõe que o direito ao cuidado seja considerado um direito humano autônomo em suas três dimensões: direito de ser cuidado, direito de cuidar e direito ao autocuidado.

Vitória, 20 de julho de 2026