“É preciso união de todos. Este é um ambiente propício não apenas para diagnóstico, mas, sobretudo, para a construção de soluções”, afirmou Janete Vargas Simões.
A desembargadora Janete Vargas Simões, presidente do Tribunal de Justiça do Estado do Espírito Santo (TJES), conduziu, nesta terça-feira (28), um painel durante a programação do evento Brasil Sob Ameaça – Encontro Nacional de Segurança e Combate ao Crime Organizado, realizado em Vitória.
O painel teve como tema “O papel do Poder Judiciário no combate ao crime organizado e à lavagem de dinheiro” e reuniu especialistas com atuação direta no enfrentamento dessas práticas ilícitas no país. Participaram como palestrantes a juíza de Direito Ivana David, do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP), e Rodrigo Casimiro Reis, defensor público do Estado do Maranhão.
Na condição de presidente da mesa, a desembargadora Janete Vargas Simões ressaltou a importância do debate diante do cenário atual enfrentado pelas instituições brasileiras. Em sua fala, destacou a necessidade de reflexão, aliada à confiança no trabalho desenvolvido pelo Poder Judiciário.

A magistrada também afirmou que as palestras foram momentos de “inquietação e respiro”, ao enfatizar que há, em todo o país, “juízas e juízes que fazem a diferença”, bem como de demais atores que atuam junto ao Poder Judiciário, contribuindo para o fortalecimento do Estado Democrático de Direito e para o enfrentamento qualificado ao crime organizado.
Na abertura do evento, na segunda-feira (27), a presidente fez um chamado enfático à atuação conjunta das instituições no enfrentamento ao crime organizado. Em sua fala, destacou que o momento exige superação de respostas isoladas e construção de soluções efetivas.
“Não há mais espaço para respostas fragmentadas. É preciso união de todos. Este é um ambiente propício não apenas para diagnóstico, mas, sobretudo, para a construção de soluções”, afirmou Janete Vargas Simões.
A magistrada também ressaltou que o enfrentamento ao crime organizado passa, necessariamente, pelo fortalecimento das instituições e pela observância rigorosa do Estado de Direito.
“É preciso afirmar com clareza, com firmeza, que não há combate eficaz ao crime organizado sem instituições fortes, respeitadas pela sociedade, independentes. E não há instituições fortes onde a lei é relativizada”, pontuou.








