Cerca de 50 profissionais atuam nesta etapa, que integra projeto de pesquisa, desenvolvimento e inovação voltado à criação de soluções para o Judiciário capixaba.
O Tribunal de Justiça do Espírito Santo (TJES) deu início, nesta segunda-feira (05), a uma nova frente de trabalho que reforça a atuação do Laboratório de Inovação da instituição. Cerca de 50 profissionais pesquisadores estão envolvidos nesta etapa, que faz parte do projeto “Inovação a Serviço da Justiça: Pesquisa, desenvolvimento e inovação de soluções tecnológicas para o TJES”.

O encontro reuniu a presidente do TJES, desembargadora Janete Vargas Simões; o vice-presidente do Tribunal e supervisor do Laboratório de Inovação, desembargador Fernando Zardini Antonio; o secretário-geral do TJES, juiz de Direito Anselmo Laghi Laranja; os juízes de Direito auxiliares da Presidência Brunella Faustini Baglioli e Daniel Peçanha Moreira; o diretor-presidente da Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Espírito Santo (Fapes), Rodrigo Varejão Andreão; o diretor-presidente do Instituto de Desenvolvimento e Apoio ao Ensino e Pesquisa (IDAPES), Jorge Abikair Neto; o assessor especial da Secretaria de Estado da Ciência, Tecnologia, Inovação e Educação Profissional (Secti), Juão Vitor Santos Silva; além de representantes das instituições envolvidas.
Nesta segunda-feira, os trabalhos estiveram concentrados nas ações relacionadas ao Laboratório de Inovação, uma das áreas contempladas pelo projeto. A iniciativa decorre do Acordo de Cooperação Técnica celebrado entre o TJES, a Secti e a Fapes, e busca aproximar as necessidades do Judiciário do conhecimento técnico e acadêmico, com profissionais pesquisadores bolsistas, para o desenvolvimento de soluções aplicadas à realidade do Tribunal.
A presidente do TJES, desembargadora Janete Vargas Simões, destacou o comprometimento das equipes envolvidas no trabalho. “Como eu digo para vocês, a equipe do Tribunal de Justiça é muito pequena, mas é a mais comprometida que existe. Então, eu só tenho agradecimento a todos vocês. Parabéns a todos vocês”, afirmou.

Supervisor do Laboratório de Inovação, o vice-presidente do TJES, desembargador Fernando Zardini Antonio, ressaltou que a ampliação das atividades representa a concretização de um projeto voltado à melhoria da prestação jurisdicional.
“É um sonho se concretizar. Fico muito feliz que esse sonho esteja sendo concretizado na gestão da desembargadora Janete, porque nós temos um propósito: entregar uma prestação jurisdicional mais adequada, mais rápida, mais célere, uma efetiva prestação de justiça para a sociedade capixaba. E os projetos que já estão aqui em andamento e aqueles que serão desenvolvidos, com toda certeza, vão contribuir muito para que esse objetivo seja concretizado.”
O desembargador também destacou a mudança na dinâmica do próprio Laboratório com a chegada dos novos profissionais.
“Nós éramos três pessoas aqui dentro deste laboratório. Agora nós estamos vendo esse espaço pulsando, com vida, com vontade de trabalhar, com vontade de produzir entregas. E é isso que nós esperamos aqui”, acrescentou.

O secretário-geral do TJES, juiz de Direito Anselmo Laghi Laranja, enfatizou a aproximação entre as necessidades concretas do Tribunal e a capacidade de desenvolvimento das equipes de pesquisa. Segundo ele, os projetos possuem escopos e entregas definidos.
“O que garante não só que a gente tenha efetividade, que eles realmente desenvolvam coisas que mudarão a vida das pessoas, mas o Tribunal de Justiça tem a garantia de que terá, com a contribuição da academia, projetos efetivamente concretizados para a melhoria dos nossos serviços. Isso nos anima muito.”
Desenvolvimento de soluções
Entre as frentes previstas para o Laboratório estão o desenvolvimento de agentes e assistentes de inteligência artificial para gabinetes e cartórios do primeiro grau, ferramentas relacionadas ao fluxo processual e ao PJe, dentre outras. O Laboratório está inserido em um conjunto mais amplo de 20 projetos, que contempla também gestão de projetos, infraestrutura, finanças, contratações, patrimônio e engenharia.

O diretor-presidente da Fapes, Rodrigo Varejão Andreão, destacou o alcance da iniciativa e a oportunidade de aproximar pesquisadores dos desafios enfrentados pelo Estado. “Nós ficamos muito surpresos com o escopo do projeto, bastante ousado. E, olhando para o lado da academia, com a Fapes nessa mediação, é uma oportunidade de ouro.”
Rodrigo também ressaltou que o trabalho desenvolvido poderá produzir resultados que ultrapassam a atividade interna do Tribunal. “Para os desenvolvedores que estão lá, para a equipe que vai estar aqui, vocês estão dando uma contribuição não só para um serviço essencial de vocês, mas também para a sociedade capixaba.” Segundo o diretor-presidente, caberá ainda à Fapes acompanhar a execução do projeto, incluindo as entregas, a prestação de contas e a gestão dos recursos.

O diretor-presidente do IDAPES, Jorge Abikair Neto, agradeceu a confiança depositada na instituição e ressaltou a qualificação dos profissionais envolvidos no projeto. “A equipe é extremamente qualificada, até pós-doutores fazendo parte do projeto. Vai ser, certamente, uma entrega acima da expectativa, dentro dos prazos. Isso é extremamente importante.”

Já o assessor especial da Secti Juão Vitor Santos Silva destacou a experiência acumulada pelos profissionais que participam da iniciativa, tanto no setor público quanto na iniciativa privada.
“Não somos só pesquisadores, mas somos pesquisadores que, em muitos casos, conhecem as necessidades do Poder Judiciário”, afirmou.

A metodologia do projeto prevê que as soluções sejam desenvolvidas e aperfeiçoadas a partir das demandas identificadas junto às equipes do próprio TJES, permitindo a criação de ferramentas direcionadas às necessidades da administração e da atividade jurisdicional.
Vitória, 5 de outubro de 2026










